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Contos: O primeiro floco de Neve

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Ela acordou cedo, ainda era de madrugada. Ela bocejou, e tentou voltar a dormir. Percebendo que não conseguiria, levantou-se e se prostou em frente á janela branca, admirando a paisagem escura qua a noite lhe permitia. Era de madrugada, mas as luzes de Natal brilhavam. Ela então se lembrou. Já era manhã de Natal. Um timido e pequeno floco de neve, caiu diante de seus olhos sob a janela. Seus olhos se arregalaram de curiosidade. Talvez tivesse sido apenas um pensamento. Mas logo, vários flocos de neve caíram juntos. Ela sorriu, saindo correndo até o quarto da irmã mais nova, de apenas um ano. Ela a acordou, e fez sinal de silêncio com a mão, a carregou, e saiu correndo para o quintal com a irmã, ainda de pijamas.

                _ É a neve! Veja, Jude. É a primeira vez que você vê a neve._ Ela falava animada, dançando com a irmça, enquanto os flocos de neve caiam gentilmente sob as faces das duas irmãs.

                A mais nova arregalou os olhos curiosa. Querendo ver com o maximo de atenção o que eram aquelas coisas brancas que caiam do céu. Ela sorriu com a neve, e ao ver sua irmã rindo. Curiosa com a neve, ela pegou um floco de neve coma  pequena mão, o examinou atentamente, e depois começou a rir, engatinhando para pegar mais flocos de neves, enquanto a neve se acumulava.

                _ É natal! Neve! Não é ótimo?_ a mais vilha disse sorridente, dançando mais um pouco na neve, mas em seguida sentou-se ao lado da irmã, admirando o céu._ Escute aqui, isso é segredo. Nossos pais não podem imaginar que estamos aqui. Então se você resolver falando amanhã, que não mencione nada sobre isso.

                A mais nova gaguejou sem entender. A mais velha sorriu, e a colocou em seu colo, para que elas pudessem apreciar as estrelas juntos. Uma estrela cadente caiu, cortando o céu de uma maneira belissima. Ela fez um pedido. E logo em seguida… não, não poderia ser. Ela se levantou, olhando com cautela para aquela silhueta que se formava no céu. Era indiscutivelmente um trenó com renas. Mas… ela pensava que ele não existia. Ela saiu correndo com a irmã para dentro de casa, e, debaixo nas árvores, ali estavam, dois presentes, perfeitamente embalados. Ela desembalou o seu com verocidade, e encontrou a sua amada e primeira camera, juntamente com um bilhete em uma caligrafia translucida que estava escrito: “Nunca deixe de acreditar.” 

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