Capuccino com Mingau

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Sobre os 20 centavos…

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Então, começou com 20 centavos, depois 20 centavos tornou-se apenas um simbolo. Realmente acho que todo mundo no Brasil está ciente sobre o que está ocorrendo, porque não está apenas em sites de noticias, está em vlogs e blogs também, e todo mundo está se pronunciando quanto á isso, então eu resolvi me pronunciar também.

Então, hoje teve uma manifestação aqui na minha cidade, que não é São Paulo, fica no fim do mundo, e eu realmente fiquei satisfeita por isso ter chegado aqui, e pelo Brasil está acordando, sabe? Tipo, todo mundo diz que Brasileiro é um provo preguiçoso, que só gosta de: futebol, novela e carnaval (palavras do PC), e tá bom, ficamos sentados sendo explorados por muito tempo, ficamos sentados com a bunda na cadeira, fazendo como os romanos faziam antigamente (pra quem não sabe, antigamente as brigas de gladiadores foi feito para alienar a população dos reais problemas de Roma, fazendo com que elas ficassem fixadas naquilo, e par distraí-los ainda mais do problema, ainda davam um pouco de pão, enquanto Roma se afundava), e o meio de alienar a população era a mídia, com o futebol, com a novela, porque é impressionante de se ver… quando tem jogo as redes sociais e a midia param, o trânsito fica uma loucura, é barulho pra tudo quanto é lugar, palavrão, cerveja… tudo isso por causa de um jogo. Não que seja errado se divertir, eu acho mais que certo, mas nós não podemos deixar com que isso nos cegue. Quer dizer, pensa só, se antigamente nós tivessemos concentrado metade dessa energi e animação do futebol para o Brasil, para a educação, para a corrupção… par o Brasil. Mas o que acontecia? O povo estava confortavel demais em seus sofás assistindo as novelas e os jogos, enquanto a outra parte da população sofria, então aquilo não parecia ser real porque não nos atingia diretamente.

Mas então veio essa nova geração, a internet, que serve tanto como alienação como conscientização, e veio as poucas pessoas que pensavam, como o PC Siqueira, e muitas outras. E eles foram compartilhando as ideias dele, e isso influenciou muito as pessos que tinham preguiça ou não tinham o incentivo de pensar, além de por tras da internet, nós termos algumas pessoas que fazem isso também. Pode ser uma amiga, um professor, um familiar… e nós fomos nos informando cada vez mais. Ainda não somos perfeitos, é claro, mas pelo menos resolvemos agir. Os vinte centavos foi o que nos influenciou, a nossa gota d’água, porque porra, o preço da passagem aumenta, mas e a qualidade e estrutura dos ônibus como fica? E vinte centavos pode ser pouco para você, mas é muito para outra pessoa, outra família, para aquele velhinho que você sempre vê na rua pedindo por dinheiro nos semafaros e, na maioria das vezes, ignora, para ele faz a diferença, além de fazer para as outras pessoas também. Porra, imagina, o moleque mora numa família com trezentos irmãos, lá no fim do mundo, não tem carro, tem que dar um jeito de vir pro centro estudar e/ou trabalhar, e esse meio é o ônibus, se coloquem no lugar dessas pessoas, eu sei que é dificil, mas tentem.

E esses vinte centavos passaram a representar algo maior do que vinte centavos, passou a ter um valor maior, um significado maior, e ainda bem que o Brasil acordou. E sim, hoje não deu para eu ir ás ruas, mas na proxima manifestação que tiver eu quero estar lá. Desculpe pai, e desculpe mãe, mas eu vou lutar pelo que acredito, é algo que eu posso e quero fazer, não quero ficar só sentada em casa, acompanhando tudo pela televisão, sem fazer nada, e já estou me manifestando na internet, mas não é o suficiente, eu preciso estar lá, lutar pelos meus direitos. Espero que vocês dois entendam, e espero que mais pessoas possam ir também.

Uma carta para você

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Oi,

Aqui estou eu de novo, mais uma madrugada em que eu não consegui dormir, escrevendo mais uma carta que você nunca vai ler. Em todas as cartas anteriores, eu fiquei me lamentando, mas hoje eu vim me lamentar e te agradecer também. Tá bom, você pode ser um idiota, o maior dos idiotas que eu já conheci, mas você faz com que eu sorria sem motivos, e me pegue suspirando entre o dia a dia. Minhas amigas não gostam de você, mas gostam de me ver sorrindo diferente, e preocupada com alguma coisa que não seja os meus problemas familiares. Obrigada por ter me inspirado a acordar de madrugada, e escrever, e o seu sorriso é o meu preferido. Todos eles. Desde o inocente, até o mais safado. Adoro quando você arqueia uma sobrancelha, morde os lábios, e o jeito que os seus olhos brilham quando você acorda, o seu cabelo bagunçado, e o seu jeito desleixado. Obrigada por ter feito a minha mãe parar de reclamar que eu não tinha namorado, e por enlouquecer o meu pai.

Mas quer saber? Eu adoro esse seu jeito imprevisivel de ser, adoro quando você aparece em casa do nada, e quando eu acordo e a primeira coisa que eu vejo é o seu rosto, sorrindo para mim, ou sonhando. Mas odeio não saber se quando eu acordar você ainda vai estar aqui, eu odeio dormir com você nos sábados, e acordar sozinha nas manhãs de domingo. Amo quando você me faz uma surpresa e me traz uma flor, amo quando você me surpreende dizendo “eu te amo” nos momentos mais importunos, mas odeio quando você some, sem nem ao menos avisar. Amo quando você me escuta atenciosamente, e como ás vezes faz com que eu me sinta a garota mais especial do mundo, mas odeio quando você para de me dar atenção para responder umas garotas no wp. Gosto quando você diz que vem em casa, e eu me arrumo, passo um batom, e aquele perfume especial que só uso quando eu vejo você, mas de repente, você liga desmarcando, ou simplesmente não aparece. Adoro como ás vezes você esquece o jogo do seu time, só para ficar comigo, e brinca comigo, com um ataque de cosquinhas, ou pega-pega pela casa, que você sempre ganha, mas odeio como você diz as coisas sem pensar, e como você fica grosso quando bebe. Odeio quando digo algo simples e bobo, e você fica com raiva por semanas, mas adoro quando depois de semanas, você me faz uma surpresa fofa, e me dá um beijo inesperado. Você faz com que eu me sinta em uma montanha-russa, nunca sei o que esperar, e eu não sei se amo ou odeio isso. Talvez os dois.

E desculpe, eu também não sou a pessoa mais fácil do mundo, sou muito orgulhosa, e não facilito as coisas para você. Nós dois somos pessoas difíceis. Mas eu não consigo ficar longe de você. É impressionante como eu preciso do seu “bom dia”, para fazer as coisas com calma, e quando você não me dá o bom dia, sabe-se lá porque, eu consigo ficar desatenta á tudo o que faço, e ficar de mau humor. Nesses dias, não posso ver um casal de mãos dadas, que fico bufando, deixando tudo cair. Por mais que nós briguemos, e eu me envolva com estranhos nos nossos “vai-e-vem”, estou apenas me enganando, assim como você também está quando toca o seu violão para outra garota, e depois a beija. Você é o unico para mim, assim como eu sou a unica para você. Acho que está na hora de parar de nos enganarmos, deixarmos o orgulho de lado, e falar o que sentimos realmente um para o outro. Desculpe por aquele dia que eu disse que eu te odiava, e obrigada pelas vezes que você me ligou de madrugada, para falar besteira. Eu sinto falta da sua voz ronronada, do seu inglês com sotaque, das suas piadas sem graça, e da sua barba rala. Por favor, quando eu acabar de escrever essa cara, e queimá-la, apareça aqui em casa, me abrace, me beije, e faça com que eu me sinta completa. Mas não vá embora amanhã de manhã.

Receita para criar um monstro

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Ingredientes:

* Duas colheres (sopa) de super-proteção, prender a pessoa, e não lhe deixar fazer nada e viver a vida, com medo que ela se machuque e se magoe;

* Uma colher (sopa) de alienação, faça a pessoa pensar que vive em um mundo perfeito, esconda-lhe sobre as drogas, bebidas, estupros e todos os outros maus… afinal, se a pessoa não souber sobre essas coisas, não tem como ser atingida;

* Meia colher (sopa) de “tudo o que ele faz é certo, e as coisas erradas que faz, tem um motivo”, junto com um afago na cabeça e nenhuma punição quando ele faz algo de errado.

* Algumas outras coisas.

Modo de preparo:

Misture tudo no liquidificador, e sirva. Depois sente-se, e espere para ver o estrago acontecer.

Mãe

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Não costumo dizer o tempo todo que te amo, na verdade, digo menos do que deveria. Não costumo te abraçar e nem te beijar com a frequência que você merece, e te peço perdão por isso. Definitivamente o titulo de melhor filha do mundo não se enquadra a mim. Discuto por você por coisas bestas, e me irrito facilmente. Passo um tempo maior do que o necessário no computador, e não saio dele quando você me manda estudar. Sou preguiçosa, e, apesar de não ser a garota mais problemática do mundo, não facilito as coisas para você, e te peço perdão por isso. Tenho uma grande dificuldade em expressar o que eu sinto, e pedir desculpas também é algo difícil. Na verdade, acho que sou assim justamente por isso, as minhas irritações frequentes e brigas constantes, na verdade, nada tem haver com você, e sim comigo. Eu, por ser teimosa, tola e egoista, e não conseguir te fazer sentir tão amada e maravilhosa quanto deveria.

Porque, quer saber um segredo? Você é a mulher mais incrivel que eu conheço. A mulher mais forte que eu conheço, e a pessoa que eu mais amo no mundo. Peço perdão á você por não te lembrar disso todos os dias, mas você é. A sua história de vida, o jeito que você tem de lidar com as coisas – embora ás vezes eu discorde -, é completamente admirável. Quando você saí na rua, andando de maneira poderosa, vestida de maneira elegante, fazendo homens suspirarem e mulheres xingarem por inveja, ninguém jamais iria parar para imaginar o que a senhora já passou, e a maneira invejável como conseguiu passar por cima.

Somos diferentes, isso é obvio. Eu gosto de fazer minhas loucuras, e a senhora é muito conservadora. Gosto de ouvir rock no ultimo volume, enquanto a senhora me irrita com Roberto Carlos cantando as músicas que eu já sei decoradas pela casa no ultimo volume também. Mas sabe, essas coisas realmente não importam tanto como damos a proporção.  Quando eu estou triste, afinal, vou para o seu colo. Não digo absolutamente nada, como disse, não sou boa com sentimentos, mas sua presença e o silêncio do momento me confortam, e o jeito que a senhora acaricia meus cabelos me faz ter vontade de dormir. São os tipos de momentos infinitos. Assim como quando a senhora está mal, não precisa dizer nada, seus olhos dizem. E então eu te abraço, até você se acalmar.

Eu te amo, mãe. Com todos os seus defeitos, são as sua imperfeições que te tornam perfeita. E te peço perdão por dar trabalho ás vezes. Aproveite o seu dia.

A vida imperfeita

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Você abre a porta do seu apartamento, aquele que você sempre sonhou em ter, aquele que você sempre mobiliou no The Sims, naquele bairro chique da cidade. Seu cachorro a recebe com aquela festa, que só ele sabe fazer. Aquela raça que você sempre quis ter. Você entra, cansada, depois de dar uma rápida atenção para ele, acabou de chegar do seu trabalho dos sonhos, e por mais que o adorasse, lhe deixava extremamente cansada. Você caminha em direção ao seu banheiro, apreciando a tranquilidade da casa, enquanto lê um livro de repouso na banheira, tomando um banho espumado e relaxante. Depois de um tempo na banheira, você se levanta, e caminha até a cozinha, preparando o jantar, com a ajuda da sua empregada. Não que você precisasse cozinhar, a pagava para realizar tarefas da casa como essa, mas cozinhar para as pessoas que você ama lhe dava prazer.

                Braços firmes e fortes, junto com um forte perfume masculino a envolvem, dando-lhe um macio beijo no pescoço que lhe arrepia completamente. É o seu marido, aquele garoto com o qual você sempre sonhou em casar, agora vocês casaram. Ele te ajuda com a comida, embora você não precisasse, e vocês conversam sobre como foi o dia de cada um, enquanto as crianças correm pela casa, fazendo a costumeira bagunça. São os seus filhos. Um casal de gêmeos, estudiosos e bagunceiros, risonhos e obedientes. Eles estão brigando por algo, e o seu marido lhe dá um beijo na testa, enquanto resolve o problema dos dois, é o tempo em que você arruma a mesa. Manda os gêmeos e o marido lavarem as mãos, e todos se reunem na mesa na sala de jantar, e depois da prece, vocês comem. Todos parecem felizes e satisfeitos com a comida, e os gêmeos contam como foi a escola. E adivinhe só, sua filha estava apaixonada pela primeira vez. Seu marido fez uma expressão torta, não gostando da ideia, enquanto você ria e perguntava como era o sortudo. Já o seu filho, estava viciado em futebol e em super heróis. Você e seu marido aproveitavam a oportunidade para contar á eles sobre a viagem para Paris que fariam nas ferias. Os gêmeos reclamam. Paris de novo? O menino gostaria de ir para a India, ou para o Japão, enquanto a menina gostaria de ir para a Disney ou para o Hawaii novamente. Tudo está perfeito. Você olha para o seu marido, e os olhos dele encontram os seus. Suas mãos se entrelaçam por debaixo da mesa, e os dois sorriem abobados, como se estivessem apaixonados pela primeira vez.

                E então você acorda, no seu quarto pequeno e apertado, em um bairro nada luxuoso, porém barato, era o que você conseguia pagar com o seu salario de escritora, e alguns bicos como garçonete. Você não usa um anel de ouro no dedo da mão esquerda, está namorando com um garoto que não acredita em casamentos, e passa a maior parte da vida bebado, ganha dinheiro dos pais. Você não tem filhos, embora desejasse muito tê-los, mas mal tinha condições para sustentar a si mesma, quanto mais filhos, e gêmeos, como ela sempre sonhara. Nunca fora á Paris, nunca botou o pé para fora do seu país de origem, tinha um cofre de porco comprado na feira, com algumas moedas de troco de ônibus que ela estava economizando para ir para Paris. Você abraça seus joelhos, e deixa uma unica lagrima escapar. É normal sonhar com tudo, quando não se tem nada, mas depois da costumeira tristeza de acordar, você abriria seu caderno, e escreveria um texto novo, vivia de sonhos mágicos, e apesar de não ter a vida que sempre sonhara, estava feliz e confortável em seu apartamento apertado, e amava o seu namorado, apesar dele não ser um principe. A vida nem sempre é como sonhamos, mas nunca estamos realmente satisfeitos com o que já possuimos. 

 

Suas Cartas

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Respirei fundo antes de abrir o envelope. Queria ler, precisava ler, mas eu sabia que isso me faria tanto bem quanto mal. Toda vez que eu lia, eu me sentia bem, como se você ainda estivesse aqui comigo, para conversar, rir, e falar bobagens. Mas quando eu terminava de ler as cartas que foram programadas por você, a chegar semanalmente por correio, eu chorava desesperada, como se eu nunca mais fosse parar. Eu precisava de você. Precisava da sua voz firme e grossa, me falando coisas sem sentido. Precisava ds suas ligações de madrugada. Precisava ouvir sua risada. Precisava de você.

                Agarrei a carta contra o meu peito, enquanto o tic tac irritante do relógio soava pelo meu quarto, deixando o momento ainda mais preocupante. Tic tac, tic tac… sim, era desesperador. Eu precisava ler, ler as cartas era como ouvir sua voz novamente. Mas, se minha mãe me pegasse no mesmo estado em que fico, depois que termino de reler centenas vezes suas palavras tão doces em uma caligrafia torta, imaginando sua voz lendo-a para mim, me pergunto em que estado ela ficaria. Provavelmente mandaria me internar, e eu não posso correr esse risco. Mas eu iria correr, pensei suspirando. Eu era o ser mais teimoso que conhecia depois de meu avô, então é obvio que leria aquela carta, tanto faz se me fizesse bem ou mal, ainda tinha sido você quem as havia escrito.

                Abri a carta numa ansiedade funebre, encontrando suas mais lindas palavras de amor e sinceridade, e até alguns pensamentos bobos, em uma simples folha de papel. Comentava em voz alta algumas coisas, me irritava em voz alta com outras, como se você estivesse ao meu lado e pudesse me ouvir, e me conhecendo do jeito que conhecia, comentava sobre minhas prováveis reações como se fosse um profeta, e as comentava, o que me fazia rir abobadamente. Ninguém me conhecia tão bem quanto você.

                E então, a carta acabou. E eu a reli centenas de vezes, e quando finalmente consegui deixar a carta de lado, me entreguei á iminente dor que resultava depois de ler suas cartas. Meus bichos de pelúcia me encaravam, como telespectadores de minha dor e angustia, inclusive alguns que você tinha me dado, os quais eu chorava agarrada, implorando á Deus que eu ainda pudesse ter você. Sim, eu sentia sua falta.

Como Luna

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Eu sempre fui completamente obcecada por Harry Potter. Eu era do tipo que corria com toda a velocidade em direção á uma parede, tentando achar um outro portal pra Hogwarts, que quando completei onze anos de idade, abria a porta de casa diariamente para ver se alguma coruja havia deixado a minha carta, gritava feitiços, sussurrava azarações… e dentre as personagens femininas que eu mais gosto são Hermione e Luna. Mas eu sempre me identifiquei mais com Luna. Até o meu pai dizia que eu e ela eramos parecidas.

   Há muito tempo atrás, eu costumava me importar demais com a opinião dos outros. Do tipo que ficava horas chorando por criticas. Acontece que, na terceira série, eu comecei a ver o quanto isso era ridiculo, e prometi á mim mesma que eu não deixaria de ser feliz, não deixaria de ser quem eu era, não deixaria de fazer as coisas que eu gosto, por causa do que os outros pensariam. Selei essa promessa comigo mesma, indo para a escola com uma meia rosa e a outra amarela (eles quase me mandam voltar para casa, mas valeu a pena), e hoje eu posso dizer honestamente, que sou bem mais feliz. Me visto como eu quero, faço o que eu quero, corto o meu cabelo do jeito que eu quero. É obvio que a opinião de algumas pessoas é importante, por eu confiar nessas pessoas e saber que elas só querem meu bem. Mas se eu for no shopping, gostar de um sapato, e minha amiga odiá-lo, eu irei comprá-lo porque EU gostei, e irei usá-lo com um enorme sorriso no rosto. Eu não seria ninguém hoje se continuasse me importando com o que os outros pensam de mim. E é por isso que eu me identifico com a Luna. 

   Rotulada como estranha, a Luna não está nem aí. Lê revista de cabeça para baixo, acredita em coisas que ninguém mais acredita, ela não tem medo de ser quem ela é. E é por isso que eu a admiro tanto.

    Sou escandalosa, sorridente, rio de coisas que não são engraçadas para os outros. Sou amigável, falo coisas sem sentido, sou pensativa, tenho sonhos que muitos dizem ser impossível, sou excêntrica, uso roupas que muitos não teriam coragem de usar. E realmente, acho engraçado quando as pessoas comentam “olha que sapato horroroso” “que menina gala seca, ela ri de tudo”. Quer dizer… quem usa o sapato, sou eu. Não é eles. Eu comprei com o meu dinheiro. Não foram eles que pagaram. Quem está usando sou eu, não eles. O gosto é meu, e de mais ninguém. Então o que eles tem com isso? Tem gente que vem me dizer para eu parar de usar tal roupa, para eu parar de fazer tal coisa, porque ELES não gostam. Esse é o tipo de pessoa mais idiota que existe. Quer dizer, se eu gosto, e se eu estou feliz assim, o que eles tem com isso? Por que as pessoas insistem em implicar só porque a outra pessoa é diferente dela? Gosta de coisas diferentes? Acorda, sociedade. Esse é um dos motivos para o mundo tá o lixo que é hoje. Sejam mais como a Luna. Não tenham medo de ser quem vocês são!

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